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By Ferramentas Blog

sábado, 25 de setembro de 2010

Fábrica de sonhos...



Fábrica de sonhos...


Acordava sempre muito cedo. A madrugada ainda fria tinha por companhia a lua e as estrelas. E, Lucy e sua bicicleta. Andava pelas ruas nuas cantarolando baixinho, e todos dormiam ainda. Cada dia era uma nova canção que a acompanhava sempre no ritmo das pedaladas. Era a primeira a chegar na confeitaria, abria cuidadosamente a porta de vidro colorido e ia dando bom dia a tudo que estava por ali, porque naquele momento todas as coisas criavam vida. Mas só entre o adormecer da lua e o despertar do sol. Logo, logo, outras pessoas iam chegando, cada uma tomando seu lugar para deixar tudo pronto e deliciosamente preparado para os primeiros clientes do dia. A essa altura Lucy já tinha separado ingredientes, açúcar em lindas porcelanas brancas, manteiga sempre dividida em pequenas porções delicadamente dispostas sobre um prato com flores decoradas em sua borda, fermento em pequenos potinhos de vidro colorido, leite levemente amornado em uma linda jarra que sua avó já usava muito antes de Lucy nascer, e a farinha em uma grande tigela transparente, onde depois ela misturava tudo, cada ingrediente ao seu tempo. E logo cedo o perfume delicado de seus sonhos invadiam a confeitaria toda, saiam pela porta e passeavam pelas ruas, agora cheia de cores. Ninguém sabia por que aqueles sonhos faziam tanto sucesso, eram tão gostosos, macios por dentro, com um recheio doce e frutal que enchiam os olhos e os paladares. Mas Lucy lembrava muito bem quando pela primeira vez em que foi com sua avó até a cozinha da confeitaria e lá aprendeu o mais valioso dos segredos. "Sonhe, Lucy, sonhe com as coisas mais lindas que você puder imaginar, que o sabor do seu pensamento vai inundar de sabores os sonhos de farinha e açúcar. Deixe-se voar nas asas de um alazão, pule amarelinha com as estrelas, beije demoradamente a lua, brinque de roda com as flores, deite-se sob o sol e fique olhando as nuvens, soprando-as de um lado para o outro."

Mas Lucy nunca contou para ninguém, até por que talvez achassem que estaria louca, ou que inventara aquilo para não contar qual o ingrediente secreto de suas receitas, mas não importava, porque agora poderia passar adiante o valioso segredo de família, muito em breve Marry também aprenderia a sonhar e a fazer sonhos.

Um comentário:

Carlos. Branco. disse...

eu amo sonhar, tenho um relação intima com os meus sonhos.

obs. obrigado pelo comentario no recanto das letras.

carlos branco

www.carlosbranco.com.br

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