Translation

English French German Spain Italian Dutch
Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified
By Ferramentas Blog

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

DIAS ATRÁS





Arrancaram os trilhos do trem.
Os mesmos trilhos, onde ainda ontem eu brinquei.
E neles eu me equilibrava de olhos fechados
só pra vida passar mais devagar...
Arrancaram os trilhos do trem,
e junto, um pedaço meu.
As paralelas linhas sem fim
aonde caminhavam meus sonhos
e nessas linhas podia me imaginar...
- cada dia diferente -
Para onde?
Onde estão agora os meus trilhos?
Onde foram parar minhas pegadas?
Com elas deixei tantas lembranças...
... de uma juventude perdida no tempo
e que nas paralelas não puderam voltar.
Os amigos - como riam...
Num vai e vem bucólico
vida simples e sossegada
tardes de domingo
de mãos dadas.
Arrancaram os trilhos do trem.
Não deixaram nada no lugar.
Levaram nossas lembranças.
E nossos caminhos.
Dormentes.
E nesse descompasso espectral
figuras sem matiz alguma
às vezes me chamam para sonhar...
E elas se enchem de cores
e voltam meus sonhos
e as risadas de domingo
Ouvindo o apito do trem.




sábado, 19 de fevereiro de 2011




SERÁ...





Será...
que da vida nada levarei
sem ter vivido um dia apenas
com o teu amor?


Será...
que verei o mar novamente
sorrirei ao poente
ao lado teu?


Será...
que o ano novo que brindo
me traz de novo alegria
de estar junto a ti?


Será...
que essa tristeza insana
vai-se de minha alma
por não saber onde estás?


Será...
mais um dia sozinha
sonhando acordada
com os carinhos teus?


Será...
que serei feliz novamente
olhando a lua no céu
te amarei diferente?


Será...
que beijando em pensamento
chego ao firmamento
e acerto teu coração?


Será...
que escrevendo ao vento
as palavras te encontrem
e voltas pra perto de mim?


Será...
que amei de verdade
ou foi pura vontade
de sentir tanta saudade?





sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A última sonata




A última sonata


Véus coloridos cobriam os rostos das mulheres da vila. Todas por baixo do véu levavam no coração uma lágrima insistente que caia lúgubre. Todas musas do grande poeta, que cedo fora encantar outros céus, com seus cantos. Cada véu trazia um sentimento, uma lembrança, uma vontade de estar novamente nas letras sedutoras que deslizavam em matizes nas folhas brancas.

O véu negro trazia a alegria de ser lembrada entre tantos outros véus que cobriam rostos mais jovens. Em azul-turquesa uma saudade que jamais iria abrandar. Um verde mar que varria a areia da praia em ondas sinuantes. Rosa cor da pureza que fora desvirginada nos sentimentos libidinosos. Um perfume lilás invadia suavemente narinas masculinas. Em amarelo uma dor infinita que dourara tantos poemas. Alarajando o dia feito pôr-do-sol sofria por baixo do véu outro rosto triste. E, em vermelho, a despedida suave de quem foi musa, de quem um dia foi rainha de desejos. Tantos véus coloridos.

O poeta pintou as mulheres da vila, desnudou e adornou com cores do arco-íris, enfeitando sua nudez com pérolas que exalavam perfume das flores. Só o poeta sabia as mulheres assim, só o poeta sentia as mulheres assim, só o poeta podia as mulheres assim. Minuciosamente percorria cada musa, sempre única, acariciando e alimentando seus sonhos mais íntimos. Sabia o poeta cada segredo, até os não contados, apenas suspirados em seus devaneios inspirados pela paixão.

O poeta da vila sucumbiu aos desejos mais sublimes dos véus coloridos que cobriam olhares transcendentes, olhares que se evolavam muito depois de apagar a luz. O poeta da vila deixou cedo demais os perfumes que emanavam em todas as esquinas suas nuances. O poeta da vila deixou um gosto doce de lembrança e saudade. O poeta da vila ouviu o lamento silencioso de cada véu colorido. O poeta da vila escreveu seu último poema, e uma linda canção ouviu-se por todo lado, e o céu encheu-se de cores, e o perfume das flores foi sentido em cada pétala, e em cada sentimento uma emoção transbordava diferente.

E assim o poeta da vila partiu levando consigo tantos véus quanto amou.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Que mais eu poderia dizer...


que mais eu poderia dizer
anoiteceu tão rápido
as estrelas fizeram companhia
a lua, tão solitária
sua face prateada sorria
pra disfarçar sua tristeza


que mais eu poderia dizer
se o sol beija o mar
na despedida do dia
e o deixa ali
com suas rendas brancas
varrendo a areia


que mais eu poderia dizer
se as nuvens se pintam de cores
de cinza, azul ou vermelho
colorindo as vidas lá embaixo
que suspiram ao anoitecer


que mais eu poderia dizer
se a paixão é efêmera
e logo se acostuma
com a foto do porta-retratos
que é só moldura


que mais eu poderia dizer
pra que a tristeza não invada
meu corpo depois do amor
e me deixe dormir um sonho bom

eu poderia dizer
que te amo
que a lua é mágica
que o sol me aquece
o mar me refresca
as nuvens são de algodão
a paixão tão bom sentir
e que se estou contigo
não há lugar pra tristeza!


Anoiteceu, tava na cara, aquele sorriso era falso, ele tinha traido de novo, pela última vez, um som surdo escapou do 22.

Ainda sobre nós

Se amanhã o sol não brilhar
paciência
 as nuvens também tem seu brilho!

domingo, 30 de janeiro de 2011

SINFONIA DE BEIJOS

                   




DOs teus beijos ardentes
REcordo o gosto quente
MInha boca se abre novamente
FAminta de saudades
SOLta em pensamentos lascivos
LAtente, ardente vontade
SIgo, persigo e consigo
DOs teus beijos quentes provar novamente.





                                                                




                                                                                   



quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

 
AINDA SOU AQUELA MENINA


As palavras ecoam
por toda parte
transpiram no papel
marcas de batom
dos beijos roubados
do amor iluminante
da poesia...
que exala sentimentos
dos passos poéticos
da paixão
da tinta
pelo papel!

25/07/10

Encanto

Domingo à noite,
a lua no céu espantou a chuva
e a poesia veio ao meu encontro!



terça-feira, 25 de janeiro de 2011


Amor especial

Quando pinta a inspiração
poesia também se faz
com tinta e pincel!


DESENHO: VNEY









Utopia do amor!


Olha lá uma estrela cadente!
Faço um pedido silente
...
Penso no nome da gente
Canto alegremente
A noite parece mais quente
A vontade se torna urgente
A lua sorri atraente
O céu se torna luzente
E eu espero por um novo poente
Só pra te sentir novamente!


imagem google

domingo, 23 de janeiro de 2011

google imagens


AMOR A DOIS

Parei de pensar nesse amor impar
Quero do meu lado
Alguém que me dê a mão!




domingo, 2 de janeiro de 2011

OUTRO DIA EU TE VI NA RUA



O mesmo cabelo esvoaçante
Aquela mecha mais clara Ainda caia emoldurando teu rosto
Pude sentir teu perfume
Envolvendo meus sentidos
Entorpecendo meu pensamento
Tuas mãos dançando
Ao som dos teus passos
Cantavam em sinfonia
Nosso primeiro olhar
Imagético
Pintando toda a beleza
Que envolve a paixão
O vento brinca com aquela mecha
Tua mão a joga para trás
Deixando ver teus olhos
De ainda menino na praça
Que se esconde
E se mostra
E imagina ser grande
Teus pés pulam uma poça
Pés que dançam nos ladrilhos coloridos
E vão deslizando
Como anjos entre nuvens
Nuvens doces de algodão
Rosa azul amarelo
Lembranças de infância
Que desenham o futuro no ar
E o futuro na esquina do tempo
Para um instante
E nesse instante
O mais lindo arco-íris
Em estesia
Beija nossos rostos
Num sopro matizado!










domingo, 26 de dezembro de 2010

PALAVRAS POESIA

google imagens

Tentei falar
muda...
Tentei escrever
tremores...
Tentei lembrar
aminésia...
Tentei sentir
dormência...
Tentei ouvir
surda...
Tentei chorar
seca...
Tentei sorrir
tristeza...
Tentei ver
breu...
Tentei teu nome
...

Onde estás?
Eu que sempre fui tua...
E, hoje foges de mim...
Volta pra minha'alma
POESIA!

Lilian Pool

http://recantodasletras.uol.com.br/autores/lilianpool

sábado, 25 de setembro de 2010

Fábrica de sonhos...



Fábrica de sonhos...


Acordava sempre muito cedo. A madrugada ainda fria tinha por companhia a lua e as estrelas. E, Lucy e sua bicicleta. Andava pelas ruas nuas cantarolando baixinho, e todos dormiam ainda. Cada dia era uma nova canção que a acompanhava sempre no ritmo das pedaladas. Era a primeira a chegar na confeitaria, abria cuidadosamente a porta de vidro colorido e ia dando bom dia a tudo que estava por ali, porque naquele momento todas as coisas criavam vida. Mas só entre o adormecer da lua e o despertar do sol. Logo, logo, outras pessoas iam chegando, cada uma tomando seu lugar para deixar tudo pronto e deliciosamente preparado para os primeiros clientes do dia. A essa altura Lucy já tinha separado ingredientes, açúcar em lindas porcelanas brancas, manteiga sempre dividida em pequenas porções delicadamente dispostas sobre um prato com flores decoradas em sua borda, fermento em pequenos potinhos de vidro colorido, leite levemente amornado em uma linda jarra que sua avó já usava muito antes de Lucy nascer, e a farinha em uma grande tigela transparente, onde depois ela misturava tudo, cada ingrediente ao seu tempo. E logo cedo o perfume delicado de seus sonhos invadiam a confeitaria toda, saiam pela porta e passeavam pelas ruas, agora cheia de cores. Ninguém sabia por que aqueles sonhos faziam tanto sucesso, eram tão gostosos, macios por dentro, com um recheio doce e frutal que enchiam os olhos e os paladares. Mas Lucy lembrava muito bem quando pela primeira vez em que foi com sua avó até a cozinha da confeitaria e lá aprendeu o mais valioso dos segredos. "Sonhe, Lucy, sonhe com as coisas mais lindas que você puder imaginar, que o sabor do seu pensamento vai inundar de sabores os sonhos de farinha e açúcar. Deixe-se voar nas asas de um alazão, pule amarelinha com as estrelas, beije demoradamente a lua, brinque de roda com as flores, deite-se sob o sol e fique olhando as nuvens, soprando-as de um lado para o outro."

Mas Lucy nunca contou para ninguém, até por que talvez achassem que estaria louca, ou que inventara aquilo para não contar qual o ingrediente secreto de suas receitas, mas não importava, porque agora poderia passar adiante o valioso segredo de família, muito em breve Marry também aprenderia a sonhar e a fazer sonhos.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010



CAMPEÃO DA AMÉRICA

2010




PRECISA DIZER MAIS...

O espelho

Sempre que passo em frente ao espelho,
sorrio,
e ele, de lá,  pra mim!

AMOR SEM RASCUNHOS

AMOR SEM RASCUNHOS


Venho escrevendo esse nosso amor
e cada dia tem uma novidade.
Ontem mesmo me peguei
pensando em você
em pleno dia de trabalho
ficou tudo tão mais lindo
e o sol até voltou a brilhar
um arco-iris veio me brindar
meu coração querendo disparar
e nesse galope pude te encontrar.
Senti aquele beijo
cheio de desejo
tua boca, ah! essa boca
sabe como me provocar
e me recita poesia
e sussurra em meu ouvido
a vontade de me amar.
O pensamento encontra o tempo
e faz ele se apressar
vai mais depressa
que eu tenho pressa
urgência em te encontrar
pois hoje é mais um dia
pra gente se amar!

18/08/10

terça-feira, 17 de agosto de 2010

VESTIDO BRANCO


Mahi sentou-se ali mesmo no segundo degrau, ofegante. Ainda trazia o sorriso estampado em seu rosto e os olhares perplexos. Nunca correra tanto. Lembrou o que tinha perdido, as festas com a turma, namorar muito, beijar mais ainda, ir ao cinema só para curtir sozinha uma tarde de domingo, ir para a pizzaria e esticar numa boate até amanhecer, e... Tudo o que teria perdido, se tivesse dito Sim.

domingo, 15 de agosto de 2010

PEDRAS NA BOLSA


Dentro da bolsa tinha uma pedra
tinha uma pedra dentro da bolsa
tinha uma pedra
dentro da bolsa tinha uma pedra.


Nunca me esquecerei desse acontecimento
nas sedas de minhas bolsas tão pesadas.
Nunca me esquecerei que dentro da bolsa
tinha uma pedra
tinha uma pedra dentro da bolsa
dentro da bolsa tinha uma pedra.


E o sujeito de touca ninja nem sabe o que lhe aconteceu.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...