ontem estive com Adélia e falamos dos nossos vestidos. adoro as campânulas, Adélia, te caem tão bem. escondem os vestígios, as saudades dos anos que alguns não entendem, não querem entender que fomos felizes, e ainda somos. o meu fica ali entre outros, ele é tão vivo, esse carmim, esse vermelho, que me chama pra sonhar de novo. eu o visto e te encontro no cinema. o filme não importa mais. é só o tempo pendurado em lindas hastes delicadas. é nesse tempo, tempo-poeta, que volatizamos o nosso encontro e só nele (no tempo-poeta) guardamos nossos segredos.
Libélula
Olha aí meu amigo, minha amiga, tem uns ocos, uns vazios, umas iluminuras, outras molduras, desventuras, (des)amores, saudades, o tudo e o nada, o vento, as margaridas e os girassóis, nessas tessituras que percorrem linhas desavisadas!
quarta-feira, 31 de julho de 2013
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Sob um manto escuro
Ele espia
o filho que ama
mas, não o liberta da dor
Sob o manto da morte
Entretém-se a apontar
este ou aquele
sem escolher cor
E não se importa
se a pele que os habita
entrega-se ao fio do punhal
que Ele mesmo empunha
E um sorriso esfíngico
espraia-se em ecos
que se propagam
numa gargalhada desabusada.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
A
vida
A vida – é crua
Envelhece a alma
Antes mesmo que ela possaColher flores
As feridas – abre-as
E ri descomedidamente
Um riso obsceno
A vida
Rio caudaloso
Revolvendo pedras profundas
Desfazendo margens
A vida...
Sabe-se de ombros
Que tentam carregá-la
E de mulheres desdobráveis
E de homens-passarinho
E aquelas que passam e ninguém vê
E Aquele que te olha enciumado
E essa vida crua
Sem os vermelhos
Sem os rútilos
Só a velhice com suas dores
A vida – é crua
Meus amigos.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Bolo de
cenoura com calda de chocolate
Tinha
aquele gostinho de infânciaali, pulsando com a vida-viva
com a roda-ciranda, girando canções
imaginando gostosuras em nuvens no céu
deslizando em um arco-íris colorido
um pote de ouro e chocolate.
O cheiro doce saindo do forno
e eu, na varanda olhando o futuro,
nem sabia que minha mãe também sonhava.
E o cheiro de bolo perfumava a casa toda
a rua toda, a vila toda, a cidade toda
e a vida passava devagar entre uma fatia e outra.
domingo, 19 de maio de 2013
Pedido de demissão
Venho oficialmente apresentar meu pedido de demissão de Poeta.
Escrevo minhas incompletudes
Desvelo meus segredos mais íntimos
Falo de meus amores
Dos desamores mais ainda
Da solidão que sinto
Da euforia do encontro
Das mãos percorrendo curvas
Do arrepio que provocam
Quando passam entre as coxas
Do pensamento que desvanece
Entre as margens da vida
Do rio que transborda e me leva junto
Da vontade infinita de
Estar de volta ao ventre
Daquele beijo que nunca tive
Mas que guardo no coração
E dos poetas que li
Das poesias que sonhei
Das margaridas, dos girassóis
E vós o que fazeis?
Senão me ignorar
Agora eu me faço ler
Vedes?
Pelo menos dessa vez
Eu me faço ler.
Atenciosamente
Lilian Pool
Poeta
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Um
poema
Sou desses poemas
Que vagueiam entre livros
Presos nas estantes empoeiradas.
Há muito não me leem
Quase esquecido
Retiro-me para o infinito de mim.
As traças, elas sim, sabem meu valor
E me devoram
Como devoram abelhas o néctar das flores.
E sugam de mim a Vida
Eu que já fui lava
Depois pó
Agora? Nada!
Um nada preso entre livros
Nessa Estante empoeirada.
domingo, 3 de março de 2013
Amor!
Amor!
Eu acredito
no Amor
que nos
acorda feito beijo
de mãe nas
manhãs de domingo
Um Amor
feito passarinho
voando por
onde tenha céu
Amor que
nasce mansinho
e vai numa
espiral vertiginosa
invadindo o
coração
causando
desmesuras
E desse
Amor eu quero mais
não importa
se é segunda ou feriado
eu quero
Amor inventado
Amor de
quintal
Amor de
cinema
Amor de
carnaval
Amor dos
poemas
Amor dos
amantes
Esse então,
o mais caliente
envolvendo,
tecendo, tatuando
o beijo da
gente.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Olha aí meu amigo...
Olha aí meu
amigo
vê quanta
desesperança
o dia
nublou-se
e a vida...
que era
bonita
hoje
saudosa
das horas
de ontem
chove suas
mágoas
sobre o
nosso jardim
sem flores
sem sombras
sem o nosso
rútilo
de
juventude.
Olha aí meu
amigo
eu ainda te
espero
debruçada
sobre
a esperança
te espero
ainda que
não venhas
e que não
acredites mais
na ilusão
de que
existe um
amanhã.
terça-feira, 17 de abril de 2012
Em frente a lagoa tinha um pedra...
Quero sentir o vento despenteando meus cabelos
O sol se pondo devagar no horizonte
e eu ali sentada na pedra olhando tudo.
Sabe aqueles dias que a gente sente mais forte
as sensações que inundam nosso corpo
trazendo de longe outras saudades
que estavam guardadas num cantinho qualquer,
eu quero ver o sol se por sentindo essas emoções
eu quero sentir o vento despentear meus cabelos
eu quero ver a vida pulsar mais forte.
Quero sentir o vento despenteando meus cabelos
porque eles não precisam estar alinhados
moldura estática de porta-retrato sem foto
eu não sou dessas pessoas que se penteiam
eu corro com o tempo
ao lado do tempo
junto do tempo
e de mãos dadas com o tempo.
Quero sentir o vento despenteando meus cabelos
quero viver em liberdade, sem grades
quero sentir cada sentimento
se tiver que doer sorrir amar sonhar
que venham completos
e se façam
sempre mais.
O sol se pondo devagar no horizonte
e eu ali sentada na pedra olhando tudo.
Sabe aqueles dias que a gente sente mais forte
as sensações que inundam nosso corpo
trazendo de longe outras saudades
que estavam guardadas num cantinho qualquer,
eu quero ver o sol se por sentindo essas emoções
eu quero sentir o vento despentear meus cabelos
eu quero ver a vida pulsar mais forte.
Quero sentir o vento despenteando meus cabelos
porque eles não precisam estar alinhados
moldura estática de porta-retrato sem foto
eu não sou dessas pessoas que se penteiam
eu corro com o tempo
ao lado do tempo
junto do tempo
e de mãos dadas com o tempo.
Quero sentir o vento despenteando meus cabelos
quero viver em liberdade, sem grades
quero sentir cada sentimento
se tiver que doer sorrir amar sonhar
que venham completos
e se façam
sempre mais.
terça-feira, 20 de março de 2012
Eu poeta
Não me quero tua
Não é assim que eu existo
Lembra que outro dia
quando a gente brincava com as palavras
num ímpeto, sem pensar eu falei:
Eu sou sempre voz, nunca eco...
Me desculpa, eu te amo demais
mas não quero ser uma extensão tua
Eu sou palavra
e às vezes versos de poesia
assim uma mutante
uma metamorfose
um dia casulo, quando me quero assim
outro dia, borboleta livre
Minhas asas não querem ser aprisionadas
Essa liberdade é que nos une
podemos voar juntos
e viver toda a plenitude das coisas terrenas
amar sonhar nadar correr...
Não é assim que eu existo
Lembra que outro dia
quando a gente brincava com as palavras
num ímpeto, sem pensar eu falei:
Eu sou sempre voz, nunca eco...
Me desculpa, eu te amo demais
mas não quero ser uma extensão tua
Eu sou palavra
e às vezes versos de poesia
assim uma mutante
uma metamorfose
um dia casulo, quando me quero assim
outro dia, borboleta livre
Minhas asas não querem ser aprisionadas
Essa liberdade é que nos une
podemos voar juntos
e viver toda a plenitude das coisas terrenas
amar sonhar nadar correr...
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Só um poema
Este poema
é um sussurro
quase um lamento
tristes versos inventivos
de uma saudade distante
e o amor tão presente
ainda embrulhado
num pacote dourado
com fitas vermelhas
que não se abre...
Este poema
é uma aventura
dissipando a rua
que olhas da janela
brilhos irisados -
vem do sol
rei majestoso
que cede ao teu encanto
rei menino-homem
que sorri malicioso...
Este poema
é um pensamento
desses que a gente
nem sabe que foi pensado
vagueia solto pela cabeça
entre amores perdidos
amarguras, inocências
entre paixões vividas
saudades sentidas
e se refaz todo dia...
Este poema
é tudo
é nada
é palavra
é silêncio
é grito
é mudez
é agua
é fogo
é sim
é não
é um
é outro...
mas é só um poema
desses que a gente escreve
por escrever -
Este poema
é um sussurro
quase um lamento
tristes versos inventivos
de uma saudade distante
e o amor tão presente
ainda embrulhado
num pacote dourado
com fitas vermelhas
que não se abre...
Este poema
é uma aventura
dissipando a rua
que olhas da janela
brilhos irisados -
vem do sol
rei majestoso
que cede ao teu encanto
rei menino-homem
que sorri malicioso...
Este poema
é um pensamento
desses que a gente
nem sabe que foi pensado
vagueia solto pela cabeça
entre amores perdidos
amarguras, inocências
entre paixões vividas
saudades sentidas
e se refaz todo dia...
Este poema
é tudo
é nada
é palavra
é silêncio
é grito
é mudez
é agua
é fogo
é sim
é não
é um
é outro...
mas é só um poema
desses que a gente escreve
por escrever -
domingo, 14 de agosto de 2011
Carta de Amor
Quando abri os olhos
ele estava bem ali
a me olhar
sorridente..
tinha paciência
em me esperar
e me amava
com tanta intensidade
amor que ficou
duradouro
eterno em mim
sinto saudade às vezes
e sorrio
porque essa saudade
é verdadeira
e me traz de volta
a infância
que ele me deu
com tanto carinho
e amor genuino
amor de Pai
amor que não se esquece
e para sempre
permanece
E no dia em que
a gente se separar
se eu chorar
não te preocupes
são lágrimas que
vão molhar a saudade
que o teu vazio
vai deixar
marcando o caminho
pra um dia a gente se encontrar!
Quando abri os olhos
ele estava bem ali
a me olhar
sorridente..
tinha paciência
em me esperar
e me amava
com tanta intensidade
amor que ficou
duradouro
eterno em mim
sinto saudade às vezes
e sorrio
porque essa saudade
é verdadeira
e me traz de volta
a infância
que ele me deu
com tanto carinho
e amor genuino
amor de Pai
amor que não se esquece
e para sempre
permanece
E no dia em que
a gente se separar
se eu chorar
não te preocupes
são lágrimas que
vão molhar a saudade
que o teu vazio
vai deixar
marcando o caminho
pra um dia a gente se encontrar!
domingo, 7 de agosto de 2011
Dessa solidão
Saí do teu passado
com o coração sangrando
as pétalas ficaram pelo chão
manchando de carmim
minha saudade
Agora me sinto perdida
no meio de toda essa gente
que me diz pra te esquecer
e como?
Eles não param de falar teu nome
Teu nome
ficou ecoando no meu coração
pululando em mil lembranças
profusão de sentimentos
que não sabem para onde vão
tão perdidos ficaram sem ti
E amanhã quando eu acordar
e não estiveres mais ali
do meu lado
acariciando meus cabelos
não quero olhar para o lado
e não te sentir
E se eu dormir demais
não me acordem
nos meus sonhos
vivo a fantasia que quero
acalentada por essa utopia
de ser tua outra vez.
domingo, 29 de maio de 2011
O teu nome
Na amurada
do navio que zarpou
meu coração tão distante
em pedaços mil
num deles o teu nome
noutros pedaços
nomes outros que amei
mesmo sem o saber
e em todos esses nomes
te encontro
ainda a me olhar
vadio em noite clara
o uivo me alcança
na amurada do navio
entre as estrelas
que cintilam
refletidas na imensidão
escura do infinito mar
teu nome
me olha profundo
e me diz coisas
coisas que ainda gosto
gosto de ouvir sussurradas
e ainda palpita
meu coração
em pedaços mil
com teu nome
gravado neles.
Na amurada
do navio que zarpou
meu coração tão distante
em pedaços mil
num deles o teu nome
noutros pedaços
nomes outros que amei
mesmo sem o saber
e em todos esses nomes
te encontro
ainda a me olhar
vadio em noite clara
o uivo me alcança
na amurada do navio
entre as estrelas
que cintilam
refletidas na imensidão
escura do infinito mar
teu nome
me olha profundo
e me diz coisas
coisas que ainda gosto
gosto de ouvir sussurradas
e ainda palpita
meu coração
em pedaços mil
com teu nome
gravado neles.
sábado, 14 de maio de 2011
Bolsas, sentimentos e bugigangas
Quando escrevi "Pedras na bolsa", um poema intertextual com o querido poeta Drummond, não tinha percebido, quantas coisas se pode levar dentro de nossas bolsas, bolsas femininas que carregam às vezes um mundo inteiro lá dentro.
Penso em muitas coisas para se por dentro da bolsa, que não apenas pedras, e que cada um dê o sentido que mais lhe agradar, podem ser aquelas de aquário, para enfeitar um vaso como decoração, ou uma pedrinha que a gente encontra pelo caminho, tanto faz, o importante é que tudo o que a gente carrega nas nossas bolsas não se tornem pesadas demais, e que a gente não precise descartá-las em uma esquina qualquer.
Nas minhas bolsas, tenhos muitas coisas, como toda mulher, carrego emoções, sentimentos, vaidades, saudades, e muitas bugigangas que, para um homem mortal, não tem a menor importância, mas elas estão lá dentro dançando a música que toca e as embala.
Carrego um espelho, por que sou reflexo de mim mesma, não dos outros, talvez um pouquinho, mas, gosto de me olhar e me redescobrir todo dia. Eu me encontro ali e posso dialogar comigo mesma, e quanto papo legal a gente já teve.
Batom, esse não pode faltar nunca, de muitas cores, para que eu possa trocá-las sempre que tiver vontade, muitas vezes ao dia se assim eu quiser, porque sou sempre movimento e cor.
Tenho também uma escova de cabelos, mas não uso muito, gosto de estar com os cabelos ao vento, sentindo a brisa despenteando-os, deixando-os livres, em puro movimento.
Algumas canetas e bloco, assim quando vem aquela inspiração e estou longe dos teclados, vou me divertindo enchendo as folhas brancas com pensamentos coloridos.
O celular, quem sabe uma ligação que a gente não estava esperando nos desperta e chama para uma aventura, ou para uma saudade, ou só uma cervejinha com as amigas.
Os meus óculos de leitura, o tempo me obriga a usá-los, mas pensem pelo lado positivo, se não fossem eles, quantas maravilhas eu deixaria de sentir, de curtir, de viver.
Tem também aquelas bugigangas que não servem pra nada, ou servem, a gente é que ainda não descobriu para quê, uma balinha, um pedaço de papel velho, dois grampos de cabelo, um lápis de olho sem ponta, e sabe-se mais o que nós, mulheres, somos capazes de carregar.
Mas, o que mais gosto de carregar nas minhas bolsas são as minhas emoções, essas vivências que a gente pratica todo dia, nossas amizades, aquelas de anos, e que faz um tempão que não vemos, as amizades novas que chegam e vão se instalando de mansinho nas nossas vidas, que valor tem esses momentos, tem que estar ali, sempre juntinho de nós. As lembranças, a foto da mãe, do pai, dos nossos filhos, dos amigos e das amigas, aquelas lembranças que estão apenas na memória, de momentos que marcaram para sempre nossas recordações. Gosto desses sentimentos, gosto de estar junto e sozinha também, gosto de pensar antes de falar, e de falar sem pensar, tagarelando mesmo, de dar muita risada, e de chorar vendo um filme romântico, de ir à praia num dia de calor, de ficar em casa curtindo a família, ir ao cinema, passear de mãos dadas no fim da tarde, na orla da lagoa, vendo o sol se por lentamente, curtir cada momento que a vida nos oferece e que às vezes com a correria do dia a gente nem percebe, pegar todos esses momentos e deixá-los sempre comigo, assim sempre que me sentir sozinha, tenho ali, dentro da minha bolsa, um mundo inteiro de sensações, que com certeza vão me acompanhar aonde eu for...
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Desejos...
Eu desejo
a nudez da tua pele
tocando a minha
a mão macia
sabe cada pedaço meu
e de olhos fechados
sei cada pedaço teu
a seda macia dos lençóis
se reveste de nós dois
e se te chegas assim, mais perto...
mais me abro em prazer
fruição de nós dois
entre lençóis de sedução
num vai e vem
carne à carne
meu íntimo te deseja
teu cheiro fica em mim
pulsando paixão
anoitece e amanhece
e sem segredo nenhum
nos tatuamos
e ficamos assim
por todas as horas
que o tempo para.
Eu desejo
a nudez da tua pele
tocando a minha
a mão macia
sabe cada pedaço meu
e de olhos fechados
sei cada pedaço teu
a seda macia dos lençóis
se reveste de nós dois
e se te chegas assim, mais perto...
mais me abro em prazer
fruição de nós dois
entre lençóis de sedução
num vai e vem
carne à carne
meu íntimo te deseja
teu cheiro fica em mim
pulsando paixão
anoitece e amanhece
e sem segredo nenhum
nos tatuamos
e ficamos assim
por todas as horas
que o tempo para.
domingo, 8 de maio de 2011
Efêmero
As tuas palavras
Saíram sem pensar
Eu sei
Ninguém diz adeus
Assim
Sem olhar nos olhos
Esse adeus não é meu
Nem teu
Ainda ouço teus passos
Na escada descendo devagar
Por que não corri
E te chamei mais uma vez
Mais uma vez
Essa dor vai se curar
Vai chorar por dias
Mas vai passar
Já mudei a chave da porta
Desplantei as nossas flores
Troquei nossos lençóis
A mesa do café
Está posta para um
E pus uma cortina
Na janela desnuda
Não olho mais a rua
Com esperança no olhar
Amanhã vou trabalhar
E se o sol brilhar
Ou a chuva molhar
Vou deixar a saudade
Virar uma lembrança
Que um dia
Eu vou contar
Para meu filhos...
As tuas palavras
Saíram sem pensar
Eu sei
Ninguém diz adeus
Assim
Sem olhar nos olhos
Esse adeus não é meu
Nem teu
Ainda ouço teus passos
Na escada descendo devagar
Por que não corri
E te chamei mais uma vez
Mais uma vez
Essa dor vai se curar
Vai chorar por dias
Mas vai passar
Já mudei a chave da porta
Desplantei as nossas flores
Troquei nossos lençóis
A mesa do café
Está posta para um
E pus uma cortina
Na janela desnuda
Não olho mais a rua
Com esperança no olhar
Amanhã vou trabalhar
E se o sol brilhar
Ou a chuva molhar
Vou deixar a saudade
Virar uma lembrança
Que um dia
Eu vou contar
Para meu filhos...
sábado, 7 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Na saudade de ontem
Eu nasci nua
num dia quente
de quase verão.
O jardim
que eu olhava
da janela do meu quarto
estava repleto de margaridas
amarelo-douradas.
Um raio de sol
invadiu o quarto
e eu fechei os olhos...
Minha mãe
me segurou no colo
e cantarolando, disse:
Veja, que lindo, é o Sol!
E lá, no jardim
as margaridas amarelas...
de braços abertos
te saúdam.
Agora, vai, disse ela:
Vai ser feliz!
Ainda acho
que minha mãe era um anjo
não um anjo torto
que vive nas sombras
Anjo com A maiúsculo
cheio de luz dourada
que ainda reflete
e que, de quando em vez
quando fecho os olhos
a ouço cantarolar:
Vai ser feliz!
Eu nasci nua
num dia quente
de quase verão.
O jardim
que eu olhava
da janela do meu quarto
estava repleto de margaridas
amarelo-douradas.
Um raio de sol
invadiu o quarto
e eu fechei os olhos...
Minha mãe
me segurou no colo
e cantarolando, disse:
Veja, que lindo, é o Sol!
E lá, no jardim
as margaridas amarelas...
de braços abertos
te saúdam.
Agora, vai, disse ela:
Vai ser feliz!
Ainda acho
que minha mãe era um anjo
não um anjo torto
que vive nas sombras
Anjo com A maiúsculo
cheio de luz dourada
que ainda reflete
e que, de quando em vez
quando fecho os olhos
a ouço cantarolar:
Vai ser feliz!
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